segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Vendinha Correu Bem!

No dia 12 de setembro de 2014, realizou-se no Centro de Atividades Ocupacionais uma pequena vendinha de frasquinhos de Doce de Tomate, confeccionado pelos nossos utentes na sala Atividades da Vida Diária (AVD) e cujas embalagens foram realizadas pelos utentes da sala Atelier 1.


O doce foi confeccionado inteiramente pelos utentes da sala AVD a partir de uma generosa quantidade de tomate que foi meticulosamente preparado para poder dar origem a um docinho verdadeiramente saboroso que fez as delicias de quem o comprou.

A venda de Docinho de Tomate correu muito bem e os nossos utentes ficaram muito satisfeitos!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Venda de Docinho de Tomate

Amanhã, dia 12 de setembro de 2014, irá realizar-se no Centro de Atividades Ocupacionais uma pequena vendinha de frasquinhos de Doce de Tomate, confeccionado pelos nossos utentes na sala Atividades da Vida Diária (AVD) e cujas embalagens foram realizadas pelos utentes da sala Atelier 1.


O doce foi confeccionado inteiramente pelos utentes da sala AVD a partir de uma generosa quantidade de tomate (oferecida ao CIRE por uma colaboradora) que foi meticulosamente preparada para poder dar origem a um docinho verdadeiramente delicioso.

Em paralelo com os utentes do AVD trabalharam os utentes do Atelier 1, que ficaram responsáveis pela decoração dos frasquinhos, com o intuito de lhes dar uma imagem mais apelativa e adequada ao produto de qualidade que iriam, mais tarde, conter.


Cada delicioso frasquinho de doce caseiro terá o custo de 1,50€ e promete deixá-lo com água na boca!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

NLI | Os nossos tempos...


Todos os dias acordamos de manhã, toca o despertador, paramo-lo “é só mais um bocadinho”, pensamos. A seguir levantamo-nos, fazemos a nossa higiene, comemos e já um pouco atrasados, começamo-nos a despachar o mais depressa possível. Neste meio tempo, levantamos os filhos, vestimo-los à pressa, damos-lhe o pequeno-almoço e dizemos ”vá toca a despachar que já estou atrasado para o trabalho”.

Saímos de casa a correr, enfiamos os miúdos no carro e este não pega: “oh não, esqueci-me de pôr gasolina e agora?”. Lá nos lembramos que temos um garrafão com um resto dela na garagem e saímos de casa já todos stressados, com as mãos a cheirar a gasolina, uma nódoa aqui, outra ali, de pingos que nos caíram na roupa.

Chegamos ao trabalho, já cansados para um dia inteiro, o nosso chefe chama-nos ao gabinete com ar de poucos amigos, “sabe… isto por aqui está mal… temos de reduzir custos…” e entrega-nos uma carta fechada, “é melhor passar nos recursos humanos”.


Cai o nosso mundo. Abrimos a carta, a rezar para que não seja o que estamos a pensar, mas sim, não restam dúvidas, “agradecemos o serviço prestado na nossa empresa, de momento deixamos de contar com os seus honrosos serviços”. “Meu Deus!!”. Lemos a carta vinte vezes e tentamos acreditar no que lá vem escrito, “como é que vou dizer isto em casa…. ainda por cima estou a recibos verdes, não vou ter direito a nada…. e os miúdos como vai ser…e a renda de casa e o empréstimo do carro ”.

Saímos do gabinete ainda meio adormecidos, não vemos bem o chão, só queremos sair dali e tentar arranjar uma solução. Pensamos, “ainda sou novo, vai correr tudo bem, logo se há-de arranjar qualquer coisa”.

Passaram cinco meses, as poucas economias que tinha deixaram de existir, já tenho vergonha de pedir ajuda aos meus pais, afinal vamos lá jantar quase todos os dias. Os miúdos adoram os avós, mas perguntam de vez em quando “vamos ao cinema?” e que nunca mais fomos à praia. O salário da minha companheira não dá para pagar todas as despesas e pior, estamos a acumular dividas. Já não sei bem o que fazer, só me resta pedir ajuda, mas onde? Recorro a alguns serviços meio envergonhado e a medo, não conto todos os pormenores da minha história, “afinal uma pessoa ainda tem alguma dignidade, não!”.

A dada altura falo com uma técnica que me diz: ”Pois, a sua situação está complicada, poderá não ter direito a muito pois como a sua companheira trabalha… mas o melhor é talvez pedir o Rendimento Social de Inserção”. Penso, “pedir o quê? Mas isso não é o Rendimento Mínimo? Eu não estou assim tão mal, nunca pensei ter de pedir isso!”

Entro em casa e chego à conclusão que não há outra hipótese, as contas acumulam-se, temos muitas despesas e embora procure trabalho todos os dias, não consigo encontrar nada para fazer. A tal técnica ainda me disse qualquer coisa de ter de ir para um curso profissional, “um curso, tenho o12ª ano e trabalhei quase vinte anos naquela maldita empresa e ainda tenho de ir para um curso, fazer sei lá o quê”.

Não aguento mais esta situação, acho que estou a dar em doido de tanto tempo que estou em casa, na TV só passam programas para reformados, com mezinhas caseiras a ensinar uma mão cheia de coisas que não me interessam. Ando com pouca paciência para os miúdos e de vez em quando também há discussões lá em casa devido à falta de dinheiro e de outras coisas “sim porque se não fosse a horta dos meus pais, não sei bem como faríamos para comprar a comida”.

“Tem de ser.” Entro na Segurança Social com as pernas a tremer, dirijo-me ao balcão, ”bom dia, eu queria os impressos para o RSI” a funcionária olha para mim com uma cara estranha e depois encaminha-me para falar com uma técnica. Dizem-me que somos um caso “nova pobreza”, que o RSI tem muitas regras e que não é só receber, temos de procurar ativamente trabalho, temos de aceitar qualquer proposta de formação ou trabalho do IEFP, não podemos faltar a qualquer tipo de convocatória e por fim ainda refere que vão ser feitas visitas domiciliárias. “Visitas domiciliárias, como assim, vão lá a casa?” a técnica refere que como existem crianças tem que elaborar relatórios e observar as condições de habitabilidade.

“Que vergonha, os meus vizinhos vão acabar por reparar. Vou ter de me sujeitar a esta situação, éramos uma família normal” No final das contas vou ter direito a uns míseros 21€, “sim porque a forma como as contas são feitas, não dá para mais”.


“É o país que temos”….

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Nilton ao Vivo em Tomar


O humorista Nilton atuará no próximo dia 08 de outubro pelas 22 horas no Cine-Teatro Paraíso Tomar, num espetáculo de solidariedade a favor do CIRE Tomar.

Facebook do evento "Nilton ao Vivo em Tomar"


Nilton trás a Tomar o espetáculo "Nilton Ao Vivo" que conta com mais de uma hora de stand-up comedy, durante a qual aborda diversos temas da atualidade ao mesmo tempo que aproveita para interagir com o público.



Os bilhetes estão à venda no CIRE e no CIne-Teatro Paraíso e custam 8 €.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Parabéns Andreia Barata e Pedro Sousa :)

Hoje os nossos utentes Andreia Barata (que faz anos hoje) e Pedro Sousa (que fez anos no dia 05 de setembro) tiveram direito cada um ao seu bolo de aniversário que gostaram muito de partilhar com os seus colegas. Muitos parabéns aos dois!!!






quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Grupo de Teatro do CIRE - "Ciranda em Palco"

O Grupo de Teatro do CIRE - "Ciranda em Palco" ensaia todas as segundas e quintas-feiras no Salão dos Bombeiros Municipais de Tomar, sob orientação da coordenadora de projeto Elsa Segorbe, do encenador e ator Manuel António e da estagiária de teatro Filipa Vaz.



O ator amador Manuel António, conhecido na nossa cidade pela personagem que interpretou  durante 35 anos "Palhaço Esparguete", entrou para nossa instituição em 2003, através do Centro de Emprego, na altura com o objetivo de desenvolver aulas de expressão corporal e jogos de teatro com os utentes da instituição, uma vez que este tipo de terapia era fundamental para a exploração dos sentimentos, medos e angústias dos nossos utentes, neste caso por intermédio de várias personagens.







Ao fim de ter estado na 2 anos na instituição e chegado ao fim do contrato com o Centro de Emprego, tudo indicava que tinha chegado o momento de ir embora e abraçar outros projetos. No entanto, muito devido à "pressão positiva" que os utentes fizeram à professora Fernanda Marçal, então Diretora da valência CAO, e aos benefícios que este Grupo de Teatro trouxe para cada um dos utentes, individualmente, tornando-os mais confiantes, autónomos e com uma maior auto-estima, surgiu a possibilidade do Manuel António permanecer no CIRE como encenador deste grupo, acumulando ainda a função de motorista das carrinhas da instituição.

Posto isto, o Grupo de Teatro surge oficialmente como Projecto do CIRE sob o nome "CIRANDA em Palco" em 2005, coordenado pela professora Elsa Segorbe e com a encenação do Manuel António

Este grupo levou inicialmente aos palcos pequenos sketches (“Outras Cenas” e “Todos diferentes, todos iguais”), da autoria do Manuel António e ao estilo da Revista à Portuguesa, com o objetivo de dar espaço a todos os participantes para brilharem de igual modo e mostrarem os seus dotes artísticos ao nível da representação.




Em 2007, o Grupo de Teatro do CIRE iniciou-se na representação de peças completas baseadas em histórias infantis já existentes, meticulosamente adaptadas pela professora Elsa Segorbe às dificuldades e limitações dos nossos utentes. A primeira peça teve o nome “E agora… a Cinderela”, a segunda  “Sonho Mágico” (2009) a terceira foi inspirada na Alice no País das Maravilhas e era intitulada “Ana no Jardim Encantado” (2010) e a quarta, ainda por estrear, tem o nome "O Segredo da Formiga" (2014).




Após ensaiar repetidas vezes as peças, o Grupo opta por fazer uma primeira apresentação pública do seu trabalho no CIRE ou em outra escola local, com o intuito de testar a adesão à peça por parte dos espetadores e de perceber se existe a necessidade de serem feitos alguns acertos.

Como já foi referido, todas as peças são escritas pela professora Elsa Segorbe (que também é responsável pela escolha das sonoridades que acompanham as diversas cenas) e encenadas pelo Manuel António, que no último ano contou com o valioso apoio da estagiária de teatro Filipa Vaz. De facto, a entrada da Filipa para a instuitção veio tornar mais eficiente toda a dinâmica do Grupo de Teatro, na medida em que pôde ser feita uma melhor divisão das tarefas inerentes ao grupo entre ela e o encenador. Assim o Manuel António pôde focar-se mais nos ensaios das peças propriamente ditos, ao passo que a estagiária Filipa se dedicou mais à realização de jogos de teatro que têm por objetivo "libertar" mais os utentes fazendo com que eles ganhem mais confiança e fluidez nos seus movimentos. 


O Grupo de Teatro do CIRE conta ainda com o apoio imprescindível da técnica Catarina Dias, que é responsável tanto pela sonorização das peças, como por outros pequenos/grandes detalhes que fazem toda a diferença em cada apresentação pública do nosso grupo.

Atualmente o projeto "Ciranda em Palco" conta já com oito utentes (Clara Conde, Daniela Miranda, Andreia Faria, António Silva, Raúl Costa, Paulo Mendes, Tiago Oliveira e Eduardo) que são dotatos que uma forte componente artística e que até hoje têm estado à altura do enorme compromisso que este grupo de teatro representa, não faltando aos ensaios e muito menos às apresentações públicas.



É certo que para o Grupo de Teatro poder resultar existe ainda a necessidade de se contar com o apoio de funcionários do CIRE, de alguns amigos e até de voluntários, nomeadamente ao nível da recolha de materiais e da elaboração do guarda-roupa e cenários. O guarda-roupa utilizado na peça "Ana no Jardim Encantado", por exemplo, foi feito por uma senhora que passou pela nossa instituição também através do Centro de Emprego, e pelo seu filho.

O grupo de teatro tem atuado ao longo destes anos em Festivais de Teatro para a Diferença a nível distrital, na Mostra Teatral Concelhia de Tomar, bem como em escolas e Associações Recreativas do concelho de Tomar e concelhos limitrofes.

No ano passado, por exemplo, o Grupo de Teatro do CIRE participou num Festival de Teatro para a Diferença, juntamente com a APPACDM Santarém e a CERCIAMA, onde apresentou a sua peça "Sonho Mágico" e contou com a presença de alunos do 1º ciclo e do jardim de infância de várias escolas convidadas. Este Festival teve por objetivo principal a sensibilização dos espetadores para as capacidades artísticas dos nossos utentes, apesar das suas limitações. O evento realizou-se durante um dia inteiro e contou até com uma mascote, o "Lecas".

Este ano, a 08 de outubro de 2014, irá realizar-se o 2º Encontro de Teatro Especial em que será apresentada ao público pela primeira vez a peça "O Segredo da Formiga". Este encontro contará ainda com a participação do CRIT e do CRINABEL e terá como convidados várias turmas de escolas locais.

Cada apresentação que o Grupo de Teatro do CIRE faz traduz-se em momentos muito bem passados em que os nossos utentes têm a possibilidade de mostrar os seus dotes na arte da representação, ao mesmo tempo que recebem o "calor humano" por parte das pessoas  que assistem às peças.

Este grupo acarreta, sem sombra de dúvida, muito trabalho mas também dá uma enorme satisfação a todos os envolvidos no projeto, facto que se espelha muito bem nas palavras proferidas pelo encenador Manuel António e pela utente Clara Conde: 

"Para quem estava habituado a lidar com os "miúdos lá de fora" e depois vem lidar com este tipo miúdos, apercebi-me de que estes merecem exatamente o mesmo tipo de tratamento. (...) É certo que por vezes temos que os "saber enganar" e adaptar a nossa abordagem às suas maneiras de ser porque cada um é como cada qual. (...) Cada um deles tem os seus problemas e as suas virtudes: alguns desenrrascam-se em qualquer tipo de papel, como é o caso da Daniela, da Andreia e do Tó; outros são muito bons na mímica e nas imitações, como é o caso do Tiago e do Paulo; outros têm a necessidade de ter um papel muito especifico tendo em conta as suas limitações, como é o caso do Eduardo. O que é transversal a todos eles é que quando entram em palco tem uma enorme facilidade em entrar e sair da personagem porque se distraem com regularidade com o que se passa fora do palco e gostam muito de sentir o "calor humano". (...) Dá-me muito gozo fazer parte deste projeto com eles. (...) É uma experiência única!"


Manuel António

"O nosso grupo de teatro existe há oito ou nove anos e esse grupo é constituído pelo Paulo Mendes, Raul Costa, António Silva, Andreia Faria, Eduardo, Daniela Miranda, Tiago Oliveira, por mim (Clara Conde) e pelo nosso ensaiador que é o Sr. Manuel António. 

Durante estes anos já fomos atuar a Carregueiros, ao Colégio Nuno Alvares Pereira, à Escola Gualdim Pais, a Cem Soldos, a Sintra, ao Bombarral e a muitos outros sítios.
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Nós gostamos do teatro. É bom fazermos teatro e isso ajuda-nos a sentir melhor."

Clara Conde

Regra geral, os utentes que fazem parte do Grupo de Teatro do CIRE - "Ciranda em Palco", que conta já com 9 anos de existência, vivem experiências muito gratificantes e têm sempre muito gosto em apresentar a um novo público as peças que têm vindo a ensaiar e aperfeiçoar ao longo do tempo com muito esforço e dedicação por parte de todos os envolvidos neste projeto.