segunda-feira, 2 de junho de 2014

Rancho Folclórico do CIRE

O Rancho Folclórico do CIRE ensaia todas as segundas-feiras à tarde na sala multiusos do Centro de Atividades Ocupacionais, sob orientação do técnico António Silva e das monitoras Teresa Duarte e Teresa Macedo.



Em 1989, por ideia da monitora Isabel Gonçalves e de uma antiga monitora do CIRE, de seu nome Adelaide Pedro, o Rancho Folclórico do CIRE foi criado e contava na altura com a participação de apenas quatro pares dos quais faziam parte os seguintes utentes do Centro de Atividades Ocupacionais: Carla Oliveira, Carla Emília, Fátima Ferreira, Paula Amorim, Tiago Oliveira, Alfredo Farinha, Paulo Mendes e António Portugal

Na época, o recém criado grupo de Rancho do CIRE atuou em diversas escolas do concelho fazendo sempre um "brilharete" por todos os locais onde era convidado a fazer uma apresentação nesta dança tradicional.

Em 1996, o Rancho mudou um pouco de rumo, uma vez que passou a ser orientado pelo técnico António Silva e pelas monitoras Teresa Duarte e Teresa Macedo, tendo nesta altura entrado mais elementos para esta modalidade.


Atualmente o Rancho Folclórico do CIRE conta já com oito pares, número que não pode aumentar por uma questão de logística ao nível do transporte para as diversas atuações que este grupo faz pelo país em lares, escolas primárias e para as presenças que faz nas várias atividades anuais dos centros congéneres do distrito de Santarém, como sejam a do CRIAL (Almeirim), a do CERE (Entroncamento), a do CRIA (Abrantes), a do CRIT (Torres Novas), etc..














O Rancho Folclórico do CIRE também tem por costume marcar presença em festas do concelho de Tomar e concelhos limítrofes, dando sempre espetáculos muito divertidos e apreciados por todos os que estão presentes nas mesmas.

É ainda importante salientar que o Rancho Folclórico do CIRE também já atuou em espaços de grande dimensão como o antigo Pavilhão Atlântico (atualmente Pavilhão Meo Arena), em Lisboa, e o Pavilhão Rosa Mota, no Porto.


















Cada apresentação que o Rancho do CIRE faz traduz-se em momentos muito bem passados em que os nossos utentes têm a possibilidade de mostrar os seus dotes nesta dança tradicional, ao mesmo tempo que podem conviver um pouco com as pessoas  que assistem aos espetáculos.

Regra geral, os utentes que fazem parte do Rancho Folclórico do CIRE, que conta já com 25 anos de existência, vivem experiências muito gratificantes e têm sempre muito gosto em apresentar a um novo público as danças que têm vindo a aprender e aperfeiçoar ao longo dos anos. 

Campanha Pirilampo Mágico 2014 - Voluntárias

Durante o decorrer da "Campanha do Pirilampo Mágico 2014", o CIRE contou com a ajuda preciosa de três voluntárias, Francelina Oliveira, Luísa Barata e Laura Oliveira que disponibilizaram o seu tempo livre para cooperarem com a nossa instituição, ajudando-nos a alcançar o sucesso no término desta iniciativa. Como tal, o CIRE decidiu homenageá-las de uma forma simples mas repleta de significado.


É um facto que todas as voluntárias da Campanha do Pirilampo Mágico possuem um vínculo muito forte com a instituição que já não vem de agora, mesmo porque uma das voluntárias, nomeadamente a D. Francelina Oliveira, foi outrora uma funcionária da nossa Instituição, tendo-se tornado nossa voluntária posteriormente.



Os casos das outras duas voluntárias são semelhantes, na medida em que ambas são mães de utentes do Centro de Atividades Ocupacionais do CIRE, sendo a D. Laura Oliveira mãe do Tiago Oliveira e da D. Luísa Barata mãe da Andreia Barata.

Estas três voluntárias trabalharam em escala durante toda a Campanha em que estiveram responsáveis pela divisão e entrega dos pirilampos e pins aos colaboradores, utentes e lojas para que os mesmos os pudessem vender, mas também pela recolha do dinheiro das vendas e pela respetiva contabilização para que nada falhasse.

Posto isto, e dado que a Campanha terminou no passado dia 25 de maio, a Direção do CIRE decidiu homenagear estas três voluntárias através de um agradecimento feito de uma forma pessoal e da entrega de uma pequena lembrança (um terço feito à mão) como símbolo da gratidão da Instituição.






Cabe ao CIRE agradecer, mais uma vez, o enorme empenho e dedicação destas voluntárias que em muito contribuiram, sem sombra de dúvida, para que se pudesse chegar ao fim de mais uma Campanha do Pirilampo Mágico com um balanço positivo. Um muito obrigado a todas, bem hajam!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

CAO1 - Uma "Luta" Diária Pelo Bem-Estar

A sala CAO1 no Centro de Atividades Ocupacionais do CIRE é uma das salas que é frequentada pelos nossos utentes que possuem um elevado grau de dependência e que têm, portanto, necessidades muito especificas que são, todos os dias, respondidas da melhor forma possível pelo enorme empenho e dedicação da vigilante Sofia Lopes e da sua ajudante Ana Paula Brito. 


O CAO1 é, sem dúvida, uma sala muito especial não só pela sua complexidade, mas também pela evidente necessidade de preparação física e psicológica por parte das responsáveis para o desempenho das atividades que diariamente têm que ser realizadas, muitas das vezes, repetidamente. 

Nesta sala existem 6 utentes cada um com caracteristicas completamente distintas dos demais (Manuel Caetano, Mário Lopes, Nuno Marmelo, Pedro Gaio, Nelson Pereira e Jorge Macedo), sendo que 3 dos quais são residentes no Lar do CIRE (Manuel Caetano, Mário Lopes e Nuno Marmelo)

Manuel Caetano
Mário Lopes
Nuno Marmelo
Pedro Gaio
Nelson Pereira
Jorge Macedo
Dentro do total de utentes inseridos nesta sala existe a necessidade de ser efetuada a troca de fraldas a 4 dos mesmos, por vezes bem mais do que uma vez por dia.





Importa salientar que um dos utentes, o Jorge Macedo, cuja evacuação incitada pela toma de medicamentos específicos era antigamente realizada em casa, passou, recentemente, a evacuar no CAO1, pela crescente dificuldade sentida pela família na continuação deste procedimento. É um facto inegável que esta situação em particular torna a dinâmica diária desta sala ainda mais complicada e exaustiva para a vigilante e a ajudante encarregues pelo bom funcionamento da mesma, uma vez que existe a necessidade de ser dado banho a esse utente numa casa de banho de outra sala e de lhe ser mudada a fralda um maior número de vezes.

Tendo em conta que o objetivo fulcral do CAO1 é criar condições para oferecer aos seus utentes uma melhor qualidade de vida dentro do possível, a vigilante Sofia Lopes e a sua ajudante Ana Paula Brito trabalham arduamente em equipa para que nada lhes falte e têm uma preocupação acrescida com a manutenção de uma sala limpa e com a desinfeção da mesma no final do dia.

Ao nível da alimentação, é certo que a hora de almoço e a hora do lanche destes utentes acarretam sempre uma enorme e meticulosa preparação prévia por parte das responsáveis desta sala que têm que tratar dos 6 pratos, cortando a comida em pequenos pedaços ou pedindo às cozinheiras que passem totalmente a comida para  que o Jorge e o Nuno a possam comer sem correrem o risco de se engasgarem. A comida é posteriormente dada à boca de 4 dos utentes mais dependentes (Nuno Marmelo, Pedro Gaio, Mário Lopes e Jorge Macedo), sendo que os outros dois comem pela sua própria mão. Apesar de dependerem sempre de uma auxiliar a cada refeição e das suas limitações, convém referir que  todos os utentes desta sala comem, por norma, bastante bem.




À hora de almoço a D. Irene também auxília o grupo do CAO1






Hora do lanche






Quanto aos tempos livres estes são passados de forma diferente por cada utente do CAO1: O Manuel Caetano, por exemplo, que está cada vez sonolento, é estimulado para a realização de jogos de encaixe, para a pintura de desenhos  ou até mesmo para a criação de rabiscos; O Nelson Pereira (Néné) adora montar legos e pintar desenhos  como o Manuel; O Nuno Marmelo pouco interage mas gosta de brincar com uma folha de papel e ouvir os diferentes sons que ela faz; O Pedro Gaio passa o dia deitado a brincar com duas chaves e duas peças de dominó que nunca larga e que o acompanham para todo o lado; O Jorge Macedo gosta de ficar deitado a brincar com uma peça de lego ou com qualquer outro objeto.

As pinturas do Manuel e do Nelson






Importa ressalvar ainda que, 3 dos utentes desta sala, nomeadamente o Manuel Caetano, o Pedro Gaio e o Nuno Marmelo, têm convulsões numa base diária, sendo que o Pedro e o Nuno as têm com maior frequência e chegam a ter diversos episódios ao longo do dia.

Resumindo e concluindo, o CAO 1 é uma sala muito cansativa e exigente para tanto a vigilante Sofia Lopes, que conta já com 7 anos ao serviço desta sala, sendo que passou os seus 5 anos e meio anteriores no Lar Residencial do CIRE, como para a sua ajudante Ana Paula Brito que se encontra na nossa instituição já há uns largos meses por via do Centro de Emprego. A sua dedicação e entrega diária a esta sala são notáveis e tudo o que dão de si a estes utentes é verdadeiramente louvável e digno de reconhecimento, sobretudo porque é evidente a enorme cumplicidade e carinho existente entre as responsáveis do CAO1 e os utentes.

A vigilante do CAO1 Sofia Lopes
A ajudante do CAO1 Ana Paula Brito